Mais um conto a ser publicado. 'Katyusha'nasceu em uma conversa de aeroporto.

06/01/2019

Sempre gosto de escrever contos que possuem uma contextualização histórica forte.
E se tem uma canção de fundo...melhor ainda!
Lembro-me de quando a Rússia era "CCCP", e torcia para que voltasse a sua identidade, sem enterrar o seu passado. Está canção sempre povoou a minha infância e por conta da história de como foi feita. Embora seja um conto de ficção, tentei faze-lo o mais fiel à realidade. Devo isso quando em 2007 fui resolver uma pendência familiar no RJ. No Aeroporto de Campinas, em uma das escalas, fui o único que reconheceu um dos jogadores emblemáticos da antiga seleção da extinta URSS de 1982. 

Como o reconheci?

No saguão do aeroporto, eu o ouvi cantarolar a mesma música conhecida vendo um vídeo da mesma na TV de um pub. Observei bem, e o reconheci dizendo o seu nome. 

Na época desta Copa, nos jogos de futebol dentro do bairro, cada menino se entitulava como jogador e goleiro em que era mais parecido ou de preferência. Um colega negro, que me lembro bem era Tigana (França) e Nhogono (Camarões). Eu, bom era Michel Platini (França) e justamente este goleiro que fala um português impecável - Dasaev.
Ficamos quase quarenta minutos conversando e relembrando, e discutimos sobre esta musica. E ela motivou a fazer este conto. Demorou mais de 11 anos, mais fiz, relembrando este encontro. Espero quando lança-lo, poder mandar um exemplar ao ícone goleiro.


O vídeo abaixo é a música icônica que gerou este conto e outros mais,... que serão lançados em março de 2019, na tarde literária no Rio de Janeiro.

Veja o vídeo de convite da Antologia....