“Química na cozinha”: a Físico-Química na abordagem do cotidiano.

17/12/2018

Introdução

As propriedades coligativas e a cinética química sempre foram conteúdos colocados a parte diante dos demais no ensino-aprendizagem em Química, além de não ser compreendido totalmente pelos alunos. Segundo Freire (1998) e Sardella (2007), as propriedades coligativas são aquelas características físicas das substâncias puras que são modificadas quando se adiciona um soluto não volátil a elas. Para Canto (2010), a cinética química estuda a velocidades das reações físico-químicas, onde se envolvem as propriedades coligativas das substâncias reagentes (Tonoscopia, Crioscopia, Ebulioscopia e Osmose). Mortimer (1999) coloca que a abordagem da ciência no cotidiano dos jovens constrói um novo imaginário possível, sem mitos e uma melhor compreensão do mundo em que está inserido. Desenvolvimento: Os espaços formadores no ensino-aprendizagem em Química tem sido uma ferramenta importante para a compreensão do conhecimento científico. No cotidiano, as propriedades coligativas (relacionando com a cinética química) podem ser descritas nas seguintes ocorrências: (...) por que se acrescenta sal ao gelo para resfriar mais rápido as latas de cervejas?; por que ao acrescentar sal ou açúcar em uma quantidade de água que está em estado de fervura, imediatamente a mesma para de ferver?; o que ocorre qual coloca-se sal em um pedaço de carne?; por que coloca-se alimentos na geladeira?; o que acontece com um pedaço de fruta desidratada em um copo de água? (...) A motivação é propor uma discussão teórico-prática dos conteúdos citados no espaço da "cozinha", tendo como objetivo geral a compreensão de seus conceitos mais básicos; não esquecendo de relacioná-los com os conteúdos dados em sala de aula, e fazer as experimentações orientadas no espaço da "cozinha". Os objetivos estão relacionados com as diretrizes colocadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Com exemplos bem simples e orientados, pode-se colocar algumas sugestões para que o discente faça suas experimentações na 'cozinha' de sua casa: 

(a) Crioscopia do leite; 

(b) O uso do sal de cozinha; 

(c) Osmose da alface; 

(d) A panela de pressão; 

(e) Putrefação dos alimentos e catalisadores.

Metodologia e resultados esperados

A Através das aulas e atividades expositivas dialógicas, instrumentalizando os discentes (do 2º ano do ensino médio) com experimentações simples em casa com observações qualitativas, que acarretará na produção de relatórios simples que deverão ser apresentados em sala de aula, fora do espaço formador proposto. As variáveis que serão observadas - de forma qualitativa - serão: a temperatura, os volumes, as velocidades de cozimento e resfriamento, a pressão, a adição ou retirada de solutos, dentre outros aspectos físicos e químicos. Resultados esperados: Espera-se coletar dados com os relatórios produzidos pelos discentes no espaço formador proposto, e sua relação com os conteúdos dados em sala de aula, além de prepará-los para as novas diretrizes pedidas no ENEM.

Conclusões inacabadas

O trabalho em si possui a pretensão de uma melhor compreensão dos conteúdos supracitados pelos alunos, bem como o uso de suas nomenclaturas e sua relação com o cotidiano dos mesmos.

Referências Bibliográficas:

ARAÚJO, W.M.C. (2009) Alquimia dos alimentos. Brasília: Editora SENAC

CANTO, T. (2010). Química na abordagem do cotidiano. Volume 2. Parte I. São Paulo: Editora Moderna Plus.

FELTRE, R. (1998). Química. Volume 2. São Paulo: Editora Moderna.

SANTOS, W.; MÓL, G. (2012). Química Cidadã. Volume II. Brasília: Editora Nova Expressão.

MORTIMER, E.F. et al (1999) Construindo o conhecimento científico em sala de aula. In: Química Nova na Escola. Maio, nº9.

SARDELLA, A. (2007) Físico-Química. São Paulo: Editora Ática.

YOSHINAGA, S. (1988). Química. Volume 2. São Paulo: Editora Moderna.