Robótica Educacional para os Anos Finais do ensino Fundamental

18/12/2018

Em termos (psico)pedagógicos, a Robótica educacional pode ser um elemento não apenas integrador, mas potencializador do dueto ensino-aprendizagem, contanto que seja realizado de modo transversal e interdisciplinar. Não basta discutir com os alunos sobre os conceitos de robótica, suas modelagens e aplicações, a ludicidade é o caminho para que tal tecnologia tenha a utilidade para esta geração digital que se forma. Então, trabalhar com softwares se faz necessário para aliar com a parte de hadwares, e que tenha sentido na aprendizagem destes jovens nesta faixa etária. 

O que se faz na maioria das escolas, que procuram, de maneira errônea, usar a Robótica educacional como elemento agregador de capital para a captação de novos alunos, principalmente no ensino privado, pula etapas importantes no seu aprendizado e utilidade prática. O início da Robótica deve ser feita aliando sotware - hadware em kits para montagem (Lego-Wedo e Lego-Bost), com linguagem de programação básica, como "Scratch" ou "Scratch NxT". Muitas vezes, se inicia este conteúdo com Arduíno, e com linguagens de programação mais complexas e sem sentido para muitos destes alunos, levando ao desinteresse precoce com o tema.

Aula de Robótica Educacional apropriada para alunos de 5º e 6º anos do Ensino Fundamental com a Lego - Wedo, com o "Scratch" como linguagem de programação básica. Na foto abaixo, este kit faz com que o aluno construa um "jacaré", que pela linguagem de programação básica, faz abrir e fechar a boca.

Para ter uma efetividade (psico)pedagógica, deve-se iniciar no terceiro ano dos Anos Iniciais com jogos de montar, quebra-cabeças e legos, de preferência. A partir do 5º ano do Ensino Fundamental, de modo processual com os kits do Lego-Wedo, do simples aos mais complexos, sem esquecer da parte do software (programação). A partir do sétimo ano, lidar com kits do Lego-Bost, e entre os oitavos e nonos anos, lidar com os kits mais elaboradores do NxT. O Arduíno, é penas recomendável para os alunos do Ensino Médio, devido ao trabalho com as suas placas, com uma linguagem de programação mais complexa, que é o "C".

Uma das dificuldades em colocar a ROBÓTICA como área transversal é visualizado das mais seguintes formas:

  • Desconhecimento e falta de capacitação profissional dos docentes;
  • A interdisciplinaridade como ente desconhecido na prática docente;
  • A verticalização da área transversal nos conteúdos de ensino sem a devida discussão entre a coordenação e os docentes;
  • A área transversal usada como ente agregador de capital para a aquisição de novos alunos em instituições de âmbito privado, esquecendo de seus objetivos verdadeiramente pedagógicos;
  • A competitividade é importante. Porém, o sentido de aprender (e apreender) Robótica é demonstrar as verdadeiras interações entre homem-máquina no cotidiano dos mesmos. Não é apenas fazer um ROBÔ, vai além disso,...